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Em Florianópolis: Proposta patronal trava negociação do Piso Estadual em Santa Catarina

A negociação segue em aberto e a próxima rodada já está marcada para o dia 26 de fevereiro

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A segunda rodada de negociação do Piso Salarial Estadual de Santa Catarina, realizada nesta quinta-feira (29), na sede da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis, terminou sem acordo. A proposta apresentada pela bancada patronal foi considerada insuficiente pela representação dos trabalhadores, por ficar muito aquém da realidade econômica do estado e das necessidades da classe trabalhadora.

A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina (FETIESC) esteve representada na mesa de negociações pelo secretário-geral, Ednaldo Pedro Antonio, que reforçou a posição da entidade em defesa de um piso que garanta dignidade, valorização do trabalho e recomposição do poder de compra.

Os empresários apresentaram uma proposta de reajuste de 4,21%, percentual considerado baixo diante dos indicadores econômicos de Santa Catarina. Dados históricos reforçam a reivindicação dos trabalhadores: entre 2011 e 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) catarinense cresceu 40,2%, enquanto o Piso Estadual acumulou apenas 25,3% de ganho real no mesmo período. Além disso, houve perda concreta de poder de compra — a primeira faixa do piso, que em 2011 correspondia a 2,75 cestas básicas, hoje equivale a apenas 2,14 cestas.

Diante desse cenário, a proposta dos trabalhadores permanece inalterada: reposição integral da inflação de 2025 (3,90%) mais 5% de aumento real, aplicada a todas as faixas do Piso Salarial Estadual.

Para a supervisora do Dieese-SC, Crystiane Peres, a proposta patronal apresentada nesta rodada está muito distante do que os trabalhadores esperam para a negociação do piso de 2026. “A proposta fica muito distante da perspectiva dos trabalhadores. Foi uma decisão importante interromper essa rodada de negociação neste momento, para que possamos avançar numa próxima rodada com uma proposta melhor, que efetivamente leve em consideração os argumentos apresentados pela bancada dos trabalhadores, baseados no desempenho econômico do estado”, avaliou.

Na mesma linha, o diretor sindical do Dieese-SC, Ivo Castanheira, criticou duramente a posição patronal. “Não condiz com a realidade da economia de Santa Catarina. O estado tem um dos melhores desempenhos econômicos do país, com um PIB superior à média nacional, e não se admite uma proposta como a que foi apresentada até agora”, afirmou.

O secretário-geral da FETIESC, Ednaldo Pedro Antonio, destacou que a proposta patronal não atende minimamente às necessidades da classe trabalhadora catarinense. “Estamos falando de trabalhadores que ajudaram a construir os excelentes resultados econômicos de Santa Catarina, mas que não estão vendo esse crescimento se refletir nos seus salários. A proposta apresentada não recompõe as perdas e ignora completamente a realidade do custo de vida no estado”, afirmou.

Ednaldo também reforçou que a reivindicação apresentada pelos trabalhadores é responsável e está baseada em dados concretos. “Nossa proposta considera a inflação do período e um percentual de ganho real absolutamente justo, especialmente diante do crescimento do PIB e da produtividade. Não se trata de exagero, mas de garantir dignidade, valorização do trabalho e condições mínimas para que os trabalhadores possam viver com mais segurança e qualidade”, completou.

A negociação segue em aberto e a próxima rodada já está marcada para o dia 26 de fevereiro. 

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Imprensa Fetiesc

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