Parlamentar se emocionou ao lembrar das 52 vítimas de feminicídio registradas em 2025 no estado e destacou que mulheres terão papel decisivo nas eleições deste ano
A deputada federal Ana Paula Lima participou neste domingo (8) do 24º Encontro da Mulher Trabalhadora promovido pela FETIESC, realizado em Itapema, e emocionou o público ao lembrar das 52 catarinenses vítimas de feminicídio registradas em Santa Catarina durante o ano de 2025.
O encontro reuniu trabalhadoras de diversos sindicatos filiados à federação e foi marcado por reflexões sobre a violência de gênero e a luta histórica das mulheres por respeito e igualdade.
Durante sua fala, Ana Paula destacou dados preocupantes sobre a violência contra a mulher no estado. Além dos 52 feminicídios registrados no último ano, Santa Catarina contabilizou, em 2025, 255 tentativas de feminicídio e 31,6 mil pedidos de medidas protetivas. Em 2026 já são 8 mulheres catarinenses assassinadas.
Esses índices colocam o estado na segunda posição no ranking nacional de tentativas de feminicídio e como o quinto estado do Brasil com maior índice de descumprimento de medidas protetivas.
“São dados e casos alarmantes que podem estar acontecendo dentro das nossas casas”, alertou a deputada.
Ana Paula também criticou a forma como a violência contra mulheres ainda recebe pouca atenção da sociedade. Segundo ela, muitas vezes a morte de um animal gera mais repercussão do que o assassinato de uma mulher vítima de violência e ódio.
A parlamentar lembrou que, quando atuou como deputada estadual, foi autora da proposta que criou o Observatório da Violência contra a Mulher em Santa Catarina, instrumento que hoje garante transparência e acesso a dados fundamentais para o enfrentamento desse problema.
Para ela, a violência também está ligada a mudanças sociais que parte da sociedade ainda resiste em aceitar.
“Os homens não entenderam que o mundo mudou e que a gente só quer respeito. Essa luta é secular. Lutamos pelo direito ao voto, pelo direito ao divórcio e por tantos outros direitos ao longo da história”, afirmou. Segundo ela, muitas transformações ocorreram na vida das mulheres, mas nem todos acompanharam essa mudança cultural.
“O homem não aceitou e nem acompanhou a mudança cultural que aconteceu na vida das mulheres. Nós queremos respeito, vida e mudança para sermos livres e felizes”, declarou.
A deputada também destacou o peso do eleitorado feminino nas eleições deste ano. De acordo com ela, as mulheres serão decisivas no resultado do pleito, especialmente em um cenário político polarizado.
“Somos maioria entre os eleitores e teremos papel fundamental nas decisões que o país vai tomar. Por isso é importante escolher candidatos comprometidos com a causa das mulheres e da classe trabalhadora”, concluiu.
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