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50 anos do golpe: FETIESC participa de ato pela memória, verdade e justiça na Argentina

O objetivo é manter viva a memória histórica e reforçar o compromisso com a democracia, denunciando as atrocidades cometidas durante o regime ditatorial iniciado em 1976


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Nesta segunda-feira, 24 de março, data que relembra os 50 anos do início da última ditadura militar na Argentina, representantes da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina (FETIESC) estão presentes em uma das maiores mobilizações populares do país. O presidente da entidade, Idemar Antônio Martini, e o assessor de formação sindical, Sabino Bussanello, participam, em Buenos Aires, da marcha que reúne um milhão de pessoas em memória das vítimas da ditadura mais sangrenta da história argentina.

A mobilização, que deve reunir mais de 1 milhão de pessoas na região metropolitana da capital, também conta com atos paralelos em diversas cidades do país. O objetivo é manter viva a memória histórica e reforçar o compromisso com a democracia, denunciando as atrocidades cometidas durante o regime ditatorial iniciado em 1976.

Durante o ato, Martini e Sabino acompanham lideranças sindicais argentinas e internacionais, reforçando os laços de solidariedade entre os trabalhadores e a importância da luta conjunta em defesa de direitos.

Para Martini essa foi uma experiência inusitada com uma movimentação nunca vista da população em defesa do seu país. “A dimensão é muita gente contestando o Governo e a situação que estão vivendo. Estamos presenciando isso para que possamos levar essa experiência para o Brasil”, destacou.

Além da participação na marcha, a agenda da comitiva da FETIESC inclui reuniões com representantes do movimento sindical argentino. Na segunda-feira, os dirigentes se reuniram com Ernesto Quiqui Trigo, da Federação Argentina de Trabalhadores da Indústria de Couro e Afins (FATICA), e outros diretores, na sede da Central de Trabalhadores Autônomos (CTA), em Buenos Aires.

O encontro teve como foco a necessidade de fortalecer a internacionalização das lutas da classe trabalhadora, além de ampliar iniciativas de formação sindical e organização da classe operária em um cenário de crescentes desafios sociais e econômicos.

O professor Sabino Bussanello também relatou a situação preocupante vivenciada atualmente na Argentina. Segundo ele, a realidade encontrada nas ruas é marcada pelo aumento da pobreza e da desigualdade social.

“Nunca vimos tantos argentinos nas ruas, pedindo esmola e um pouco de comida. Andarilhos catando lixo, juntando pedaços de pão e bolachas. Centenas dormindo embaixo de marquises e beiradas de prédios… muito triste. A coisa não está boa. Tudo muito caro — comida, aluguéis, serviços. Há uma separação bem nítida entre ricos e pobres, incluídos e excluídos, empregados com direitos e precarizados.”

Sabino também destacou o envelhecimento da população como um fator visível na capital argentina:

“O que mais encontramos são cafés lotados por pessoas em idade avançada. Percebe-se um envelhecimento muito elevado do povo argentino. É uma situação natural, mas preocupante.”

Para a FETIESC, a participação no ato e nas atividades sindicais na Argentina reforça a importância da unidade internacional da classe trabalhadora diante de um cenário global de precarização, desigualdade e ataques a direitos históricos.

Imprensa Fetiesc

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