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Valmor de Paula, novo Superintendente Regional do Trabalho em SC toma posse defendendo diálogo, fim da escala 6×1 e combate à precarização

Ele ressaltou o compromisso de fazer cumprir a Constituição e a legislação trabalhista, deixando uma mensagem clara: “Proteger o trabalhador é proteger o futuro do nosso país”.

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Ao assumir oficialmente a Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em Santa Catarina, o novo gestor, Valmor de Paula, destacou a retomada do protagonismo do órgão como mediador de conflitos e estabeleceu como pilares de sua gestão o diálogo, a fiscalização educativa e a geração de empregos dignos.

Em um discurso marcado por sua trajetória de vida, o novo superintendente relembrou suas raízes no “chão de fábrica” em Caçador, sua cidade natal. Ele relatou que começou a trabalhar aos 13 anos em uma indústria de calçados, recebendo apenas meio salário mínimo, e que só conseguiu concluir o ensino superior aos 44 anos graças às políticas públicas do governo do presidente Lula. Emocionado, ele destacou o contraste de oportunidades vivenciado por sua família e foi categórico: “Lugar de criança, adolescente é na escola, não é na fábrica”.

Resgate do MTE e Pilares da Gestão – Valmor de Paula lembrou a gestão do presidente Bolsonaro, caracterizando-o como “quatro anos de destruição” e celebrou o resgate do MTE pelo presidente Lula. Segundo ele, após o retorno de Lula ao Governo o ministério voltou a cumprir o seu papel de mediação de conflitos, evitando que embates trabalhistas precisem sempre recorrer ao Ministério Público do Trabalho ou à Justiça do Trabalho.

Para a sua atuação à frente do órgão em Santa Catarina, ele anunciou três pilares centrais:

  1. Diálogo constante;
  2. Fiscalização firme e educativa;
  3. Geração de oportunidades e empregos dignos.

O gestor prometeu atuar em conjunto com os empresários para fomentar políticas de qualificação profissional e combater a informalidade. No entanto, deixou um aviso claro: será intransigente contra práticas antissindicais e contra a precarização, citando especificamente o uso de “MEIs fraudulentos”, o que, segundo ele, gera uma concorrência desleal com as empresas que cumprem as leis. Para ele, a fiscalização será tratada como um “instrumento garantidor da dignidade humana no âmbito laboral”.

Fim da escala 6×1 – Um dos momentos mais contundentes de seu discurso de posse foi a defesa do fim da escala 6×1 e da redução da jornada de trabalho. Ele rebateu as críticas da classe empresarial argumentando que “muitas pessoas que fazem o debate não sabem o que é um chão de fábrica de 10, 12 horas de trabalho por dia” ou a realidade de uma mãe que trabalha em regime 6×1 em um supermercado e não tem tempo de conviver com os filhos.

Valmor fez um apelo para que o Senado Federal tenha uma consciência social e humanizada sobre o tema. “Pensando o trabalhador como ser humano e não uma peça de produção, porque nós não somos máquinas. Tem um sentimento”, declarou.

Agradecimentos e bagagem política – O novo superintendente, que já atuou como vereador e presidente da Câmara de Caçador, afirmou que traz para o cargo a experiência da gestão legislativa aliada à força da base fabril. Ele agradeceu a confiança do presidente Lula e do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e fez homenagens especiais à sua família e à FETIESC, federação na qual atuou por mais de 30 anos e que chamou de sua “escola de vida e de luta”.

Encerrando a cerimônia, ele ressaltou o compromisso de fazer cumprir a Constituição e a legislação trabalhista, deixando uma mensagem clara: “Proteger o trabalhador é proteger o futuro do nosso país”.

Imprensa Fetiesc

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