A cerimônia marcou um momento de convergência entre representantes dos trabalhadores, do empresariado e das instituições públicas, reforçando a importância do diálogo social na construção de relações de trabalho mais justas e equilibradas em Santa Catarina.
Na manhã desta quarta-feira (10/06), o novo Superintendente Regional do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, Valmor de Paula, tomou posse em cerimônia realizada no auditório do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRC-SC), reunindo representantes do movimento sindical, autoridades do Judiciário, Ministério Público, entidades patronais e lideranças políticas catarinenses.
Durante o evento, diversas autoridades destacaram a trajetória sindical de Valmor, sua ligação histórica com a defesa da classe trabalhadora e os desafios que terá à frente da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em um cenário de profundas transformações no mundo do trabalho.
Representando os servidores públicos, a auditora do Ministério do Trabalho, Luciana Sans de Carvalho, saudou o novo superintendente ressaltando a responsabilidade de suceder Paulo Eccel, cuja gestão foi amplamente reconhecida pelo diálogo e atuação institucional.
“Valmor assume uma grande responsabilidade de fazer uma gestão à altura do seu antecessor Paulo Eccel. Atue com firmeza, doçura e leveza para fazer com que trabalhadores e empregadores se sintam em casa”, afirmou.
Representando o movimento sindical laboral catarinense, o presidente da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (FETIESC), Idemar Antonio Martini, destacou a experiência de Valmor e reafirmou o compromisso da entidade com as pautas históricas da classe trabalhadora.
“Após o sucesso da gestão de Paulo Eccel, tenho a convicção de que a Superintendência Regional do Trabalho estará em boas mãos. Valmor conhece a realidade dos locais de trabalho, conhece as dificuldades enfrentadas pela classe trabalhadora catarinense e sabe que o desenvolvimento econômico só tem sentido quando caminha junto com a justiça social”, declarou Martini.
O presidente da FETIESC também reforçou que a federação seguirá ao lado do novo superintendente nas principais lutas do movimento sindical.
“Estaremos juntos na luta pelo fim da jornada 6×1, um modelo de trabalho que retira o tempo de convivência familiar, o descanso e a qualidade de vida dos trabalhadores. Estaremos juntos na defesa da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, uma pauta moderna, necessária e compatível com os avanços tecnológicos e produtivos do século 21”, afirmou.
Por sua vez, o presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras de Santa Catarina (NCST-SC), Izaias Otaviano, comemorou a posse de Valmor de Paula e destacou o simbolismo histórico da nomeação.
“Pela primeira vez na história um trabalhador e sindicalista, que veio de nossas trincheiras e de nossas lutas, foi elevado ao cargo de superintendente do Trabalho e Emprego em Santa Catarina. Estamos contentes com a escolha do presidente Lula e estamos certos de sua total capacidade”, afirmou.
Representando a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), a gerente executiva de Relações do Trabalho, Maria Antonia Amboni, ressaltou a importância do diálogo permanente entre trabalhadores e empregadores.
Segundo ela, Santa Catarina é referência nacional nas negociações coletivas, especialmente na construção do piso salarial estadual, fruto do consenso entre as partes. “Temos divergências, mas pelo diálogo podemos diminuir as diferenças”, afirmou.
Amboni também reiterou o posicionamento da entidade patronal contrário ao fim da jornada 6×1 e à redução da jornada semanal para 40 horas.
A diretora de Relacionamento com a Justiça do Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC), Rejane da Silva Sánchez, destacou o papel estratégico da Superintendência Regional do Trabalho diante das mudanças provocadas pela quarta revolução industrial.
Segundo ela, o antecessor Paulo Eccel teve grande capacidade de diálogo ao colocar o mundo do trabalho contemporâneo no centro dos debates, legado que amplia a responsabilidade de Valmor.
“Em meio a esses contextos inéditos da sociedade, a Superintendência tem um papel fundamental para estabelecer políticas que priorizem o ser humano nessa transição tecnológica”, afirmou.
Por seu turno, o procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho em Santa Catarina, Dr. Piero Rosa Menegazzi, desejou êxito ao novo superintendente e destacou os desafios impostos pelas rápidas transformações tecnológicas nas relações de trabalho.
Para ele, o fortalecimento dos serviços públicos é essencial para garantir a dignidade humana, a proteção dos direitos sociais e a promoção de ambientes laborais seguros e inclusivos.
Representando a Assembleia Legislativa de Santa Catarina, o deputado estadual Neudi Saretta (PT) ressaltou que a modernização das relações de trabalho deve resultar em ganhos concretos para os trabalhadores.
“A modernidade de algumas ações tem que vir acompanhada de ganho efetivo para os trabalhadores e trabalhadoras. Esses ganhos não podem ficar restritos apenas à produtividade e à rentabilidade dos patrões”, afirmou.
Com isso, o parlamentar também defendeu o fim da jornada 6×1 e a redução da jornada semanal.
“A gente quer trabalhar e produzir, mas precisamos ter tempo para cuidar da nossa saúde, da nossa família e para o lazer”, destacou.
Já a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, desembargadora Mirna Uliano Bertoldi, enfatizou os desafios impostos pelas tecnologias de automação e a necessidade de fortalecimento do diálogo social.
“A Justiça do Trabalho compartilha com a Superintendência os mesmos valores do trabalho, com respeito, equilíbrio e observância dos direitos fundamentais”, afirmou.
Por meio de vídeo, a deputada federal Ana Paula Lima (PT-SC) também cumprimentou o novo superintendente, lembrando sua trajetória no movimento sindical catarinense e destacando o compromisso com a defesa dos trabalhadores.
Segundo a parlamentar, Valmor assume a missão de contribuir com o Governo Federal na construção de um país mais democrático, soberano e comprometido com a valorização do trabalho e com o debate sobre o fim da jornada 6×1.


























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