6º Fórum Sindical Sul acontece de 25 a 27 de abril, na Fetiesc
Dirigentes das Federações integrantes do Fórum Sindical Sul dos Trabalhadores do Setor Têxtil, Vestuário, Couro e Calçados aprovaram hoje (30), em reunião na Fetiesc, a programação do 6º Fórum Sindical Sul, que acontece de 25 a 27 de abril, na Fetiesc, em Meia Praia, Itapema, devendo reunir 250 dirigentes sindicais dos três estados da região sul, além de Mato Grosso do Sul. O encontro ainda definiu orçamentos, confecção de camisetas, cartazes, pastas e toda a estrutura do Fórum Sul, composto pelas Federações dos Trabalhadores nas Indústrias de Santa Catarina, do Paraná e do Mato Grosso do Sul, além das Federações dos
Trabalhadores de Fiação e Tecelagem e do Vestuário, Couro e Calçados do Rio Grande do Sul.
A primeira atividade dos participantes do 6º Fórum Sindical Sul está marcada para a manhã do dia 25 de abril, quando as delegações deverão prestigiar a realização do Ato Público em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes do trabalho, às 9 horas, na Assembleia Legislativa, em Florianópolis. O Ato deve reunir aproximadamente 2 mil manifestantes para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas de Doenças e Acidentes do Trabalho, celebrado em 28 de abril. A abertura oficial do 6º Fórum está marcada para as 19 horas, com mesa redonda e apresentação das entidades participantes.
Para a manhã do dia 26 de abril está previsto o resgate de todos os outros Fóruns Sindicais. O primeiro foi realizado em 2007 e trouxe como principal desafio a unificação das datas-base dos trabalhadores têxteis, do vestuário, couro e calçados dos quatro estados, para o dia 1º de setembro. “Infelizmente, poucos sindicatos já conseguiram esta unificação, mas a luta prossegue”, comentou o presidente da Fetiesc e anfitrião do encontro, Idemar Antônio Martini. Combate ao banco de horas, à terceirização e à informalidade, a luta pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução salarial e pela igualdade de condições no mercado de trabalho também estiveram na pauta do 1º Fórum, realizado na Fetiesc.
No ano seguinte aconteceu o 2º Fórum Sul, reunindo 90 dirigentes sindicais e cujos temas principais foram “organização de mulheres e juventude, saúde e segurança, além da unificação da data-base. Em 2009 foi a vez de Nova Petrópolis sediar o 3º Fórum. Além do Movida (Movimento em Defesa da Saúde e Segurança da Classe Trabalhadora), o evento trouxe como pontos principais a convenção e campanha salarial unificada, redução da jornada, fim do fator previdenciário, aprovação Convenção 158 da OIT e reivindicação pela ampliação das parcelas do seguro desemprego. O 4º Fórum foi realizado novamente na Fetiesc, em 2010, abordando os mesmos temas das edições anteriores. No ano passado, o Fórum Sindical Sul reuniu-se em Cianorte (PR), com 150 participantes, tendo como temas: a construção da pauta unificada, a inclusão do jovem no movimento sindical, comunicação e negociação coletiva unificada.
Ainda no dia 26 deve acontecer debate sobre “Estrutura Sindical Brasileira (Convenção 87 da OIT). “Deveremos tirar posicionamento das entidades em relação ao conteúdo da Lei, a partir da análise de exemplos em outros países, sobre o que está por acontecer, caso seja implantado o pluralismo sindical, uma estupidez”, critica o presidente da Fetiesc, Idemar Martini. Já o presidente da F|ederação dos Trabalhadores nas Indústrias do Paraná (Fetiep), Luiz Ari Gin, sugere debate sobre fim do imposto sindical e a aprovação de um documento único do Fórum. “No Paraná, o problema é ainda pior, porque o Ministério Público do Trabalho está punindo os Sindicatos e Federações que descontam a contribuição em favor da entidade”, relatou o presidente, que propõe um Ato Público contra o MPTbº, a exemplo do que está sendo planejado no
Paraná. “Precisamos de uma ação conjunta, porque trata-se de um verdadeiro rolo compressor contra as entidades”, denunciou Gin.
Os dirigentes ainda aprovaram a inclusão do tema “Desindustrialização e desemprego”, na programação do Fórum, conforme sugeriu o dirigente Zenir Almeida, também da Fetiep, sendo apoiado pelo representante da FTI Fiação e Tecelagem do RS, Elias Azevedo Fernandes, que citou os casos da Argentina e Estados Unidos, onde os parques industriais praticamente “quebraram”. O presidente da FTI Vestuário do RS, João Pires lembrou que aconteceu Ato Público contra a desindustrialização, em Porto Alegre, seguido de audiência com o governador Tarso Genro: “O governador disse que os movimentos sociais terão que demonstrar que a
preocupação é geral”. João Pires ainda citou o Fórum de Debates promovido pelo Dieese e que analisou a rotatividade do emprego no Brasil, em nível geral: “Hoje a média de permanência no emprego não passa de 5 anos e 63% dos trabalhadores não ficam mais do que um ano no emprego”. O dirigente lembrou também que no setor calçadista do RS, em quatro anos, houve 332 mil demissões e quase igual número de admissões. “Isso dificulta as negociações, os pisos salariais”, analisou.
O 6º Fórum Sindical Sul deve prosseguir no dia 27 de abril, com a apresentação da proposta de criação do banco de dados on line sobre a realidade dos trabalhadores do setor, nos quatro estados. No mesmo dia será aprovado o local da realização do 7º Fórum Sul. “A cada ano que passa, temos verificado o aumento do número de participantes e a resolução de uma série de problemas comuns aos trabalhadores dos quatro estados que integram o Fórum”, lembra o presidente da Fetiesc, Idemar Martini.





