O secretário-geral da FETIESC, Ednaldo Pedro Antônio, celebrou a retomada do espaço democrático de diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo.
A II Conferência Nacional do Trabalho, realizada entre os dias 3 e 5 de março de 2026, terminou com a aprovação de uma Declaração Final que recoloca o trabalho decente como prioridade nacional e reafirma o papel da classe trabalhadora na reconstrução do país. O encontro, organizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, reuniu representantes do governo, empregadores e entidades sindicais em um diálogo tripartite retomado após dez anos sem a realização da conferência.
A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (FETIESC) esteve representada pelo secretário-geral Ednaldo Pedro Antônio, além de Zeli da Silva, do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Têxteis de Rio do Sul, e Valmor de Paula, do Sindicato dos Trabalhadores Têxteis de Caçador.
Durante os debates, a FETIESC destacou temas centrais para a realidade da classe trabalhadora industrial, como a necessidade de combater jornadas exaustivas — a exemplo da escala 6×1 — e de ampliar políticas de qualificação profissional diante das rápidas transformações digitais e tecnológicas que impactam o mundo do trabalho.
Outro destaque da conferência foi o lançamento de uma plataforma nacional de capacitação profissional, voltada para preparar trabalhadores e trabalhadoras para os novos desafios da economia e para as mudanças provocadas pela digitalização e pela indústria avançada.
Valorização do trabalho humano
A Declaração Final aprovada pelos delegados reforça que não há desenvolvimento sustentável sem valorização do trabalho humano, defendendo a construção de políticas públicas capazes de reduzir desigualdades sociais e ampliar a proteção social no país.
Para o governo federal, o documento simboliza um momento de reconstrução de direitos e reafirma a centralidade do trabalho como eixo estratégico para o crescimento econômico e o desenvolvimento social.
O secretário-geral da FETIESC, Ednaldo Pedro Antônio, celebrou a retomada do espaço democrático de diálogo entre trabalhadores, empregadores e governo.
Segundo ele, o texto aprovado estabelece diretrizes importantes para reconstruir direitos trabalhistas, combater a precarização das relações de trabalho e consolidar o trabalho decente como motor de inovação, inclusão social e desenvolvimento econômico.
Com a aprovação da Declaração Final, a II Conferência Nacional do Trabalho marca um passo decisivo na agenda trabalhista brasileira, recolocando o tema no centro das políticas públicas e projetando impactos políticos, sociais e econômicos para os próximos anos.
O que foi decidido na conferência
Trabalho decente como prioridade nacional
O documento aprovado estabelece o trabalho digno como condição essencial para inclusão social e crescimento econômico.
Fim da jornada exaustiva (escala 6×1)
Delegados sindicais defenderam mudanças na legislação para reduzir jornadas consideradas desgastantes para os trabalhadores.
Qualificação profissional
Foi lançada uma plataforma nacional de capacitação para preparar trabalhadores diante das transformações digitais e tecnológicas.
Diálogo tripartite retomado
Governo, empregadores e trabalhadores voltam a construir conjuntamente políticas públicas após dez anos sem conferência nacional.
Centralidade do trabalho humano
A declaração destaca que não há desenvolvimento sustentável sem valorização do trabalho e combate às desigualdades sociais.









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