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Empreendedorismo, inovação e inteligência artificial marcam o segundo dia do Fórum Sindical Sul 2026

Hederson Cassimiro provocou os participantes a refletirem sobre um dos maiores desafios do movimento sindical contemporâneo:

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A 18ª edição do Fórum Sindical Sul (FSS-2026), realizada em Itapema (SC), iniciou o segundo dia de programação reunindo centenas de dirigentes sindicais de cinco estados brasileiros em torno do tema “Inovação Sindical: criar, transformar e impactar a vida da classe trabalhadora”. A palestra da manhã ficou por conta do empresário Hederson Cassimiro, que provocou os participantes a refletirem sobre um dos maiores desafios do movimento sindical contemporâneo: como desenvolver o empreendedorismo e o intraempreendedorismo dentro das organizações sindicais.

Durante sua apresentação, Hederson destacou que o empreendedorismo é a capacidade de identificar oportunidades e transformá-las em ações concretas que gerem valor, seja por meio de novos negócios, serviços ou soluções inovadoras. Segundo ele, no contexto sindical, isso significa ir além da representação tradicional dos trabalhadores e assumir uma postura mais estratégica diante das transformações econômicas, tecnológicas e sociais.

“O sindicato precisa estar em movimento. Muitas vezes as entidades fazem coisas incríveis, mas a base sequer fica sabendo. É preciso comunicar o que está sendo feito e também aquilo que se pretende construir no futuro”, destacou.

O palestrante reforçou a importância de uma transformação cultural dentro das entidades sindicais, baseada na escuta ativa da categoria, na valorização das ideias da equipe e na abertura para novas experiências. Para ele, organizações inovadoras precisam ser permissivas ao erro, pois a criatividade nasce justamente da possibilidade de experimentar.

“Se não tem erro, não tem criatividade”, afirmou.

Outro conceito apresentado foi o de intraempreendedorismo, caracterizado pela capacidade de empreender e inovar dentro da própria organização, aproveitando talentos internos e criando soluções que fortaleçam a atuação sindical. Hederson defendeu que os sindicatos incentivem suas equipes e diretorias a desenvolverem projetos inovadores, capazes de gerar impacto na vida da classe trabalhadora e, ao mesmo tempo, fortalecer financeiramente as entidades.

Cases e experiências inovadoras

Ao longo da palestra, foram apresentados diversos exemplos de iniciativas que podem ser aplicadas pelas entidades sindicais para ampliar o engajamento da base e diversificar receitas. Entre elas, a criação de fintechs específicas para sindicatos, oferecendo serviços financeiros personalizados aos associados; linhas de crédito com taxas diferenciadas; programas de indicação premiando trabalhadores que tragam novos associados; além da venda de produtos com a marca do sindicato.

Também foram destacados eventos voltados ao empreendedorismo e à inovação, como hackathons e startup weekends, além da criação de escolas de negócios para formação e capacitação dos associados.

Outro exemplo apresentado foi a contratação de empresas especializadas para prospectar conveniados e fortalecer a rede de benefícios oferecida pelas entidades, bem como a realização de eventos anuais capazes de unir mobilização da categoria e sustentabilidade financeira.

Inteligência Artificial e a quarta revolução industrial

A palestra também abordou os impactos da Inteligência Artificial no mundo do trabalho e nas relações sindicais. Para Hederson Cassimiro, a chamada quarta revolução industrial já está transformando profundamente a forma como sindicatos se organizam e negociam.

Segundo ele, a IA pode reduzir o desequilíbrio na mesa de negociação, automatizar processos burocráticos e permitir que as entidades foquem mais energia no relacionamento com a base trabalhadora.

Entre as possibilidades apresentadas estão o uso da inteligência artificial para análise de convenções coletivas anteriores, comparação automática de cláusulas, revisão de atos jurídicos e análise de legislações. A tecnologia também pode otimizar tarefas que antes demandavam dias de trabalho, além de classificar automaticamente milhares de e-mails, denúncias e solicitações recebidas pelas entidades.

“O sindicato precisa falar a língua do associado e utilizar a tecnologia para se aproximar da base com precisão digital”, destacou.

A programação do Fórum Sindical Sul segue até sexta-feira com palestras, debates e troca de experiências entre dirigentes sindicais de diferentes regiões do país, consolidando o evento como um dos principais espaços de formação, inovação e fortalecimento do movimento sindical brasileiro.

Imprensa Fetiesc

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