Lideranças políticas e sindicais destacam necessidade de fortalecer a representação popular no Congresso e ampliar a unidade para enfrentar a extrema-direita
A defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como elemento fundamental para a manutenção e o fortalecimento do movimento sindical e dos movimentos sociais marcou a cerimônia de abertura da 18ª edição do Fórum Sindical Sul (FSS-2026), realizada na noite desta quarta-feira, dia 27 de maio, em Itapema (SC).
Reunindo lideranças sindicais e representantes de diversas entidades de cinco estados, o evento foi palco de debates sobre o atual cenário político nacional, os desafios enfrentados pela classe trabalhadora e a necessidade de ampliar a representação popular no Congresso Nacional.
Durante sua participação, Afrânio Boppré, vereador de Florianópolis e pré-candidato ao Senado Federal por Santa Catarina, alertou para os riscos de subestimar a disputa eleitoral de 2026 e destacou a necessidade de unidade das forças progressistas.
“Tenho conversado com companheiros que acreditam que essa eleição já está resolvida, mas eu não penso assim. Será uma disputa difícil e dura. A extrema-direita trabalha com dois planos: o plano A é derrotar o presidente Lula; o plano B, caso não consigam isso, é entrar com força na Câmara e no Senado para determinar os rumos do Brasil”, afirmou.
Afrânio destacou ainda a importância das articulações políticas em curso nos estados do Sul do país e rebateu a ideia de que a região estaria completamente dominada pela extrema-direita.
“No Rio Grande do Sul construímos uma composição política que já é referência nacional. Aqui em Santa Catarina também estamos construindo uma ampla unidade entre sete partidos para fazer esse enfrentamento. O Sul do Brasil não é esse território homogêneo que muitos tentam pintar. Em 2002, Lula venceu em todos os municípios catarinenses. A eleição está em aberto e será disputada voto a voto”, declarou.
O vereador também ressaltou a importância da união entre os movimentos sindical, estudantil, de mulheres e antirracista.
“A unidade que estamos construindo é sólida, tem projeto e tem compromisso com o povo trabalhador. Trago uma mensagem de esperança e otimismo. Temos muitos desafios pela frente, mas também muita disposição de luta”, completou.
Representando o Ministério do Trabalho e Emprego em Santa Catarina, o superintendente Valmor de Paula destacou o papel histórico do movimento sindical na defesa dos direitos trabalhistas e na construção de políticas públicas.
“Estamos ocupando esse espaço graças aos trabalhadores e dirigentes sindicais de Santa Catarina, que sempre estiveram conosco. Pela primeira vez na história temos um dirigente sindical à frente do Ministério do Trabalho em nosso estado”, afirmou.
Valmor também fez duras críticas aos setores da extrema-direita e chamou atenção para a necessidade de ampliar a representação popular no Congresso Nacional.
“Elegemos o presidente Lula, mas não elegemos maioria para dar sustentação ao governo na Câmara e no Senado. Hoje vemos parlamentares apresentando propostas absurdas, como jornadas de 52 horas semanais e ataques aos direitos trabalhistas. Isso é canalhice”, disparou.
O superintendente ainda destacou a importância das redes sociais na disputa política atual e convocou os trabalhadores à mobilização.
“A extrema-direita domina as redes sociais e nós temos a tarefa de desmontar as mentiras que eles espalham. Precisamos ir para as ruas, defender a redução da jornada de trabalho, o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem mais precisa. O Fórum Sindical Sul é esse espaço de debate e organização”, afirmou.
Já Francisco de Assis, ex-deputado estadual e pré-candidato a deputado federal, reforçou o compromisso do movimento sindical com a reeleição do presidente Lula e a necessidade de fortalecer as bancadas progressistas no Congresso.
“O grande compromisso do movimento sindical é lutar pela reeleição do companheiro Lula e também fortalecer candidaturas comprometidas com os trabalhadores, como a de Afrânio ao Senado. Precisamos garantir governabilidade ao presidente com a eleição de deputados e senadores alinhados com os interesses da classe trabalhadora”, destacou.
Francisco também criticou a atuação de parlamentares da extrema-direita e defendeu maior representação catarinense em Brasília.
“Santa Catarina tem obrigação de ampliar sua representação popular e democrática no Congresso Nacional. Precisamos enfrentar as barganhas e os ataques aos direitos dos trabalhadores que vêm sendo promovidos por setores conservadores”, concluiu.
A 18ª edição do Fórum Sindical Sul segue até sexta-feira, reunindo centenas de dirigentes sindicais, lideranças políticas e representantes dos movimentos sociais em torno do tema “Inovação Sindical: criar, transformar e impactar a vida da classe trabalhadora”.









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