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FETIESC participa de audiência pública sobre o futuro da indústria do plástico em Santa Catarina

Debate reuniu trabalhadores, empresários, autoridades e representantes da sociedade para discutir sustentabilidade, geração de empregos e os impactos da agenda legislativa sobre um dos setores mais importantes da economia catarinense

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A Federação dos Trabalhadores nas Indústrias do Estado de Santa Catarina (FETIESC) participou, na tarde da última sexta-feira, dia 26 de junho, da audiência pública promovida pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, realizada no município de São Ludgero, no Sul de Santa Catarina. O encontro debateu os impactos da agenda legislativa sobre a indústria do plástico, setor que representa uma importante força econômica para a região, com faturamento anual de aproximadamente R$ 6,3 bilhões e geração de 12 mil empregos diretos.

A audiência pública foi realizada por iniciativa do senador Esperidião Amin (Progressistas), com o objetivo de reconhecer a relevância econômica e social do setor plástico para o Sul catarinense e promover um espaço de diálogo sobre os desafios enfrentados pela cadeia produtiva.

O encontro reuniu cerca de 500 participantes, entre representantes da indústria, trabalhadores, sindicatos, cooperativas, gestores públicos e lideranças da sociedade civil, que discutiram caminhos para garantir o desenvolvimento econômico aliado à responsabilidade ambiental.

Sustentabilidade e preservação dos empregos estiveram no centro do debate

Um dos principais temas discutidos foi o Projeto de Lei (PL) 258/2024, em tramitação no Senado Federal, que estabelece restrições relacionadas ao uso de materiais plásticos e pode impactar diretamente a atividade econômica do setor.

Também esteve em pauta o Decreto nº 12.644/2025, que instituiu a Estratégia Nacional Oceano sem Plástico, iniciativa voltada à redução dos impactos ambientais causados pelo descarte inadequado de resíduos plásticos.

Durante o debate, os participantes defenderam que a construção de uma política nacional de redução do uso de plástico deve considerar a realidade da indústria brasileira e estar acompanhada de investimentos em modernização dos processos produtivos, educação ambiental, inovação tecnológica e responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas e sociedade.

A posição predominante entre os participantes foi de que a sustentabilidade precisa caminhar junto com a manutenção dos postos de trabalho e com a valorização dos profissionais que dependem da cadeia produtiva do plástico.

Projeto Defesa Circular apresenta alternativas para redução de impactos ambientais

Durante a audiência, também foi apresentado o Projeto Defesa Circular, iniciativa que busca reduzir os impactos ambientais da produção e do descarte de produtos descartáveis.

O projeto-piloto, implantado no município de Orleans, no Sul de Santa Catarina, apresenta potencial para reciclar 100% dos resíduos gerados na cidade, demonstrando que soluções sustentáveis podem ser construídas a partir da inovação e da economia circular.

Indústria do plástico gera milhares de empregos em Santa Catarina

A indústria do plástico possui papel estratégico na economia do Sul catarinense. A região conta com aproximadamente 240 empresas do segmento, responsáveis por cerca de 12 mil empregos diretos e aproximadamente 48 mil empregos indiretos.

Anualmente, cerca de 300 mil toneladas de resinas plásticas são transformadas pela indústria regional em embalagens e outros produtos. O setor também apresenta avanços na área ambiental, com a reciclagem de aproximadamente 100 mil toneladas de embalagens, o equivalente a 33,33% da produção.

Para o presidente do STI Plásticas e Químicas de Criciúma, Carlos de Cordes, o momento exige equilíbrio entre proteção ambiental e valorização da indústria.

“Nossa mensagem ao Congresso Nacional é de equilíbrio. O Brasil pode proteger o meio ambiente e, ao mesmo tempo, fortalecer sua indústria e preservar os empregos de quem produz riquezas todos os dias”, afirmou.

FETIESC defende diálogo e transição sustentável com valorização dos trabalhadores

Representando a classe trabalhadora, o presidente do STI Plásticos e Químicos de Brusque e secretário-geral da FETIESC, Ednaldo Pedro Antonio, destacou a importância de construir políticas públicas que levem em consideração todos os envolvidos na cadeia produtiva.

Segundo ele, qualquer mudança relacionada ao setor precisa ocorrer com planejamento, diálogo e participação dos trabalhadores.

“A indústria do plástico tem uma importância enorme para Santa Catarina, não apenas pela movimentação econômica, mas principalmente pelos milhares de trabalhadores e famílias que dependem desse setor. A defesa do meio ambiente precisa estar associada à defesa do emprego e da dignidade dos trabalhadores. O caminho é avançar na sustentabilidade, na reciclagem e na inovação, mas garantindo uma transição responsável e justa”, destacou Ednaldo.

Imprensa Fetiesc

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