Bussanello também alertou para os ataques estruturais que a organização dos trabalhadores vem sofrendo, ressaltando a urgência de garantir o custeio sindical e de manter a unidade sindical intacta
O segundo dia do 18º Fórum Sindical Sul, realizado na cidade de Itapema (SC), foi encerrado com um profundo debate sobre o papel do movimento laboral. O evento reúne dirigentes sindicais e trabalhadores de cinco estados, representantes de diferentes categorias, para discutir os múltiplos desafios do cenário atual. O destaque da tarde desta terça-feira, dia 28, foi a palestra ministrada pelo Prof. Sabino Bussanello, assessor de formação da Escola Sindical da FETIESC.
Com o tema “É na luta que a gente se encontra”, Bussanello apresentou aos participantes as funções estratégicas do sindicalismo contemporâneo. Durante sua exposição, o professor enfatizou que a função primordial dos sindicatos laborais é atuar como uma barreira de proteção, colocando “freios e contrapesos ao sistema de exploração e dominação capitalista”. Ele lembrou que o propósito inegociável dessa atuação é estar sempre “protegendo a vida, o trabalho e a saúde da classe trabalhadora”.
Para que essa missão seja cumprida, o assessor destacou que o foco sindical deve se concentrar em ações concretas do dia a dia. Entre as prioridades listadas estão: a necessidade de dialogar permanentemente com a base, a busca por conquistar avanços econômicos, a mobilização para reduzir a jornada de trabalho e o compromisso firme de combater a violência contra as mulheres.
Bussanello também alertou para os ataques estruturais que a organização dos trabalhadores vem sofrendo, ressaltando a urgência de garantir o custeio sindical e de manter a unidade sindical intacta. O palestrante lembrou que o sindicalismo é hoje um dos poucos movimentos que teve seus recursos financeiros severamente restritos para poder trabalhar e defender seus representados.
Ao concluir sua análise sobre o cenário político e econômico, o assessor de formação deixou uma mensagem clara de mobilização para todos os dirigentes presentes: as conquistas só acontecem de forma coletiva. Como o próprio professor cravou durante o Fórum, “A força do sindicalismo está em sua unidade de ação”.






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